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    24 ABR — 25 MAI

    VÁRIOS ESPAÇOS - RIVOLI - PORTO

    EM CASA

    RUI PALMA

    [EXPOSIÇÃO]

    O Teatro Rivoli é ocupado, entre 24 de abril e 25 de maio, por uma exposição fotográfica do artista visual Rui Palma. Convidado pelo DDD + FITEI a fotografar os artistas da Semana +, num ambiente intimista e pessoal, Rui Palma apresenta o resultado destes encontros reproduzidos em diferentes materiais e expostos em vários recantos do Rivoli. Uma mostra com entrada livre, que acompanha esta semana intensa de programação nacional.
    Rui Palma nasceu em 1993. Frequentou o curso de fotografia do Ar.Co. Participou em exposições coletivas e individuais, colabora com revistas e projetos editoriais. O seu trabalho foi distinguido na Mostra Nacional Jovens Criadores - CPAI 2014 e na VII Bienal Jovens Criadores da CPLP 2015.

    Qua 08 Maio 2019

    Qui 09 Maio 2019

    Sex 10 Maio 2019

    Sáb 11 Maio 2019

    Dom 12 Maio 2019

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    8 MAIO – 19H
    9 MAIO – 17H

    MALA VOADORA - PORTO

    CINDERELA

    LÍGIA SOARES

    [TEATRO]

    Um homem e uma mulher entram em cena e aproximam-se um do outro dispondo-se com técnica numa pose romântica que se fixa e estende a toda a duração do espetáculo.
    "Cinderela" é um diálogo sobre o amor romântico que, na resistência à mudança de posição, se revela uma analogia à imobilidade social. Partindo da evocação das personagens de um conto conhecido por todos, esta peça procura uma atualização destas personagens arquetípicas para elaborar sobre um novo paradigma da atualidade principalmente presente na chamada classe média e questionando os valores da ascensão social, da dependência económica e da família.
    Coreógrafa e dramaturga portuguesa, Ligia Soares criou desde 2001 mais de vinte peças da sua autoria, a solo ou em colaboração. O seu trabalho tem sido apresentado nacional e internacionalmente, estando presente em vários programas de teatro e dança contemporâneos. Na sequência de trabalhos como "Romance" (2015), prossegue uma pesquisa acerca de como criar dispositivos cénicos inclusivos da presença do espectador enquanto elemento constituinte da dramaturgia do espetáculo.

    Qua 08 Maio 2019 19:00

    Qui 09 Maio 2019 17:00

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    8 MAIO – 19H
    9 MAIO – 22H

    AUDITÓRIO MUNICIPAL DE GAIA - GAIA

    DINH€IRO [ESTREIA]

    MALA VOADORA

    [TEATRO]

    O tipo de enredo que caracteriza séries de televisão como ”Dallas” ou “Dinastia” é recriado em cena, hiperbolizando-se a sua violência e a sua bizarria narrativa. A clara divisão entre bons e maus é aqui associada a quem procura o lucro desmedido através da exploração de petróleo e a quem defende causas ecológicas, e o confronto é desmedido. Entre cruzeiros românticos com a amante, a compra do filho desejado do outro lado do mundo, caçadas em África e prospeção de petróleo em territórios virgens, recorre-se a diversos meios para matar e, repetidamente, desemboca-se em abundância de sangue. Tudo isto ocorre sobre cenários idílicos, integralmente produzidos com imagens encontradas em dinheiro: em notas de diversos países do mundo.
    A mala voadora foi fundada por Jorge Andrade e José Capela, e apresentou o seu primeiro espetáculo em 2003. Para além de Portugal, apresentou espetáculos na Alemanha, Bélgica, Bósnia Herzegovina, Brasil, Cabo Verde, Escócia, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Grécia, Inglaterra, Líbano, Luxemburgo e Polónia. Em 2013, inaugurou o edifício da Rua do Almada, no Porto. Em 2018, a mala voadora inicia uma nova fase do seu percurso, na qual cria e programa de modo integrada.  

    Qua 08 Maio 2019 19:00

    Qui 09 Maio 2019 22:00

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    8 MAIO – 22H

    RIVOLI GRANDE AUDITÓRIO - PORTO

    MARGEM

    VICTOR HUGO PONTES

    [DANÇA]

    Margem tem como inspiração o romance de Jorge Amado, Capitães da Areia, que retrata um grupo de crianças e adolescentes abandonados, que vivem nas ruas de São Salvador da Baía, roubando para comer, e dormindo num trapiche – onde sobrevivem a um dia de cada vez. Oitenta anos depois da publicação do livro, quis questionar quem são os novos ‘capitães da areia’, inspirando-me na realidade social de jovens que vivem nas margens. Com texto de Joana Craveiro, este projecto partiu de um trabalho junto de jovens que foram privados do ensino, da alimentação, de carinho, de um pai, de uma mãe - jovens que partiram em défice ou que se viram em défice por razões que muitas vezes lhes são alheias. – Victor Hugo Pontes
    Victor Hugo Pontes nasceu em Guimarães, em 1978. É licenciado em Artes Plásticas – Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Em 2001, frequentou a Norwich School of Art & Design, Inglaterra. Concluiu os cursos profissionais de Teatro do Balleteatro Escola Profissional e do Teatro Universitário do Porto, bem como o curso de Pesquisa e Criação Coreográfica do Forum Dança. Como criador, a sua carreira começa a despontar a partir de 2003 com o trabalho “Puzzle”. Desde então, vem consolidando a sua marca coreográfica, tendo apresentado o seu trabalho por todo o país, assim como em Espanha, França, Itália, Alemanha, Rússia, Áustria, Brasil, entre outros. É, desde 2009, o diretor artístico da Nome Próprio – Associação Cultural, com sede no Porto e uma das estruturas residentes do Teatro Campo Alegre, no âmbito do Campo Aberto.  

    Qua 08 Maio 2019 22:00

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    9 MAIO – 10H30

    TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO - PORTO

    Internacionalizar?

    Debate

    [OUTRAS ATIVIDADES]

    Quais são as perspetivas e dificuldades da internacionalização da criação artística? Que programas e ferramentas existem no sentido de a viabilizar? Representantes de estruturas que contribuem para a internacionalização juntam-se numa conversa informativa e aberta a todos. 

    Com Nuno Moura (Direção-Geral das Artes), Tiago Guedes (Teatro Municipal do Porto), Gonçalo Amorim (FITEI), Marcelo Alassino (Iberescena), Danilo Santos de Miranda (SESC São Paulo)
    Moderação António Pinto Ribeiro


    Qui 09 Maio 2019 10:30

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    9 MAIO – 17H
    10 MAIO – 19H

    RIVOLI PEQUENO AUDITÓRIO - PORTO

    ASSOMBRO

    ANA RITA TEODORO

    [DANÇA]

    Presente mas ignorada, essa sombra é parte integrante do sujeito e da sua identidade cultural. Um solo que apresenta uma série de quadros vivos, canções que emergem de uma voz deslocada da boca, “Assombro” tenta compreender, pela dança e pela reactivação de cantos tradicionais portugueses, os fantasmas que nos assombram. Chamá-los, ouvir as suas vozes e através de meios de dissociação, procurar a transgressão. A partir de canções de mulheres, as músicas foram selecionadas dos registos de Giacommetti (anos 60/70), do projeto “A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria”, de Tiago Pereira, e de fontes de transmissão oral familiar. Um pretexto para falar da crise de identidade e das condições femininas.
     
    Ana Rita Teodoro nasceu em 1982. É mestre em Dança, Criação e Performance pelo CNDC de Angers e pela Universidade Paris 8, tendo desenvolvido a criação de uma “Anatomia Delirante”. Mais recentemente, desenvolveu uma pesquisa em torno da transmissão da dança butoh com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do CND (Centre National pour la Danse, França) que resultou na conferência dançada “Your Teacher, please”. Estudou o corpo através das disciplinas de anatomia, paleontologia e filosofia no c.e.m. com Sofia Neuparth, e o Chi Kung na Escola de Medicina Tradicional Chinesa de Lisboa. Criou as peças “MelTe”, apresentado em 2016 no Festival DDD – Dias da Dança;“Orifice Paradis”, “Sonho d’Intestino”, “Palco”, apresentados no Festival DDD – Dias da Dança 2018; e “Assombro”. Colabora com diferentes artistas em projetos pontuais. É artista associada da Associação Parasita em Portugal com João dos Santos Martins e artista associada do CND desde 2017. 

    Qui 09 Maio 2019 17:00

    Sex 10 Maio 2019 19:00

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    9 MAIO – 19H

    CAMPO ALEGRE SALA ESTÚDIO - PORTO

    DREAM IS THE DREAMER [ESTREIA]

    CATARINA MIRANDA

    [DANÇA]

    O palco vazio é intercetado por um protocolo de coordenadas, onde uma sequência de eventos é descrito e incorporada, estabelecendo uma temporalidade cénica. A construção da experiência sensível do corpo começa a partir do exercício de contemplação, onde uma personagem solitária se encontra em contraste com a linha do horizonte. Através da manipulação de matérias plásticas, as dimensões monstruosas e humanas de um corpo-pele-carne, são colocadas em relação e evidência.
    Catarina Miranda tem vindo a desenvolver e apresentar projetos de criação maioritariamente para palco, trabalhando com linguagens que intercetam dança, voz, cenografia e luz, abordando o corpo como um veiculo de transformação hipnagógica e de consciência do presente. Apresentou as peças “Boca Muralha”, “Reiposto Reimorto”, “Shark” e “Ram Man” em vários contextos, como no Festival Materiais Diversos, no Circular Festival, no Teatro Municipal do Porto, no Dock11 (Berlim), no DanceBox (Kobe/Japão) e o no Teatro Nacional São João. 

    Qui 09 Maio 2019 19:00

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    9 MAIO – 19H
    10 MAIO – 15H

    TEATRO HELENA SÁ E COSTA - PORTO

    GEOCIDE

    ESTRUTURA

    [TEATRO]

    "Geocide" conta a história de um mundo. Pode ser o mundo que conhecemos, ou então outro qualquer, exatamente igual, apenas com uma diferença infinitesimal de foco que o transforma completamente. Uma história sem História, num lugar mais ou menos distópico, mais ou menos distante. No palco, três seres habitam um espaço e a ação não está naquilo que eles transportam, mas no dispositivo que pisam. Imagina-se um tempo (“futuro”?) onde a memória terá sido apagada a favor de uma noção de humanidade reduzida à (sua) eterna contemplação. "Geocide" é um espetáculo que propõe uma experiência essencialmente performativa, visual e sonora, que navega pelos temas da mobilidade demográfica, do antropoceno, das narrativas distópicas, das visões de futuro apocalípticas, do aceleracionismo, do tecnocentrismo, do pós-humano, da biopolítica e da geopolítica. 
    A Estrutura foi fundada em 2009 pelos criadores Cátia Pinheiro e José Nunes e tem desenvolvido a criação e produção de espetáculos de teatro e projetos transdisciplinares, bem como atividades de programação e formação. O trabalho da Estrutura assenta na criação de projetos que dialoguem com a realidade do pensamento contemporâneo (na sua vertente artística, filosófica, social e política), promovendo a experimentação artística e uma lógica colaborativa, onde são regularmente convidados outros artistas para partilhar a criação dos projetos.

    Qui 09 Maio 2019 19:00

    Sex 10 Maio 2019 15:00

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    9 MAIO – 19H
    10 MAIO – 17H

    RUA MÁRTIRES DA LIBERDADE 150 - PORTO

    IMÓVEL

    HUGO CRUZ/NÓMADA ART & PUBLIC SPACE

    [TEATRO]

    Um prédio igual a muitos outros das cidades portuguesas, e do mundo, com vizinhos entrincheirados no seu espaço de privacidade e de privação. Uma reunião de condomínio que arranca do isolamento três vizinhos extremamente ciosos da sua “independência” e identidade. Avaria na canalização? Ou simplesmente um navio que, simbolicamente, mete água? Há três anos que o problema despoleta reuniões intermináveis no decorrer das quais se conceptualizam razões e se adiam as soluções. Um retrato da geração atualmente quarentona que vive presa entre um mundo que ruiu e um mundo em construção, no qual se desconfia da generosidade idealista e se descrê nos modos do coletivo.

    Hugo Cruz desenvolve o seu trabalho no espaço da criação artística e participação cívica e política. É cofundador da PELE , NTO Porto e da Nómada Art & Public Space e investigador no CIIE – UP e CHAIA – UE . É diretor artístico do MEXE , do Mira | Artes Performativas e da Mostra de Criação Contemporânea Portuguesa (Brasil). Leciona com frequência em diversas instituições nacionais e internacionais. Coordenou o livro Arte e Comunidade.
    A Nómada Art & Public Space é uma plataforma que cruza artistas, coletivos, programadores, curadores, críticos, públicos, estruturas diversas, investigadores e estudantes de diferentes áreas com interesse na confluência arte e espaço público. Na sua essência promove a criação, a programação cultural e a formação, com orientação especial para o espaço público e espaços não convencionais. Promoveu já duas edições da Mostra Nova Criação Portuguesa no Brasil.
    Desde a sua criação dá apoio à produção das Quintas Nómadas no MIRA Artes Performativas, no Porto, e promove o intercâmbio entre artistas brasileiros e portugueses. www.nomada-artpublicspace.pt

    Qui 09 Maio 2019 19:00

    Sex 10 Maio 2019 17:00

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    9 MAIO – 22H
    10 MAIO – 17H

    CAMPO ALEGRE PALCO DO AUDITÓRIO - PORTO

    AS PRÁTICAS PROPICIATÓRIAS DOS ACONTECIMENTOS FUTUROS

    VERA MANTERO

    [DANÇA]

    Respondendo ao desafio da historiadora de arte Paula Pinto, Vera Mantero aborda o trabalho do operador estético Ernesto de Sousa (1921-1988). Entre 1966 e 1968 este curador, teórico e artista multidisciplinar leva a cabo um amplo estudo e levantamento fotográfico sobre escultura popular portuguesa, explorando a possibilidade de “uma outra história da arte”, ou mesmo de uma “anti-arte”. Posteriormente, Ernesto de Sousa, que já tinha uma breve carreira como realizador de cinema, faz um desvio em direção à vanguarda e à arte experimental, tornando-se muito próximo do movimento Fluxus e de artistas como Wolf Vostell, Robert Filliou, George Maciunas ou Joseph Beuys. Trabalhando a partir de imagens, ações, objetos e texto, o espetáculo convoca as pesquisas de Ernesto de Sousa em torno do cinema, da arte popular e da arte experimental. Uma renovação do mixed media e das desejadas ligações entre arte popular e arte erudita.
     
    Vera Mantero estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Uruguai, Brasil, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Desde 2000 dedica-se também ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e cocriando projetos de música experimental. Em 1999 a Culturgest organizou uma retrospectiva do seu trabalho até à data, intitulada “Mês de Março, Mês de Vera”. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com “Comer o Coração”, criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete. 

    Qui 09 Maio 2019 22:00

    Sex 10 Maio 2019 17:00

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    10 MAIO – 13H

    CASA DO INFANTE - PORTO

    TRANSGRESSÕES [ESTREIA]

    MARIA BELO COSTA & CARLOS ZÍNGARO (DDD OUT)

    [ESPAÇO PÚBLICO]

    “Transgressões” reúne três artistas – Carlos Zíngaro, Maria Belo Costa e Play Bleu - de áreas distintas (a música, a performance e o vídeo) num processo de pesquisa e criação artística de natureza site-specific e work in progress. Este trabalho convoca questões relativas ao conceito de transgressão e relaciona-as com o fazer artístico e com o modo como o corpo, a música e o som habitam um espaço específico. Que encontros e desencontros se estabelecem com as nossas experiências anteriores? 
    Maria Belo Costa tem o curso de Teatro – Formação de Actores da Escola Superior de Teatro e Cinema. Estuda no CEM - Centro em Movimento. Trabalhou com Sofia Neuparth, Paula Diogo, Joaquim Horta, Rui Sena, Carlos Zíngaro e Lúcia Sigalho. Colaborou com a ES TE e com a Quarta Parede. Juntamente com Sílvia Pinto Ferreira, dirige IDEÁRIOS - Projeto Artístico de Intervenção Social.

    Carlos Zíngaro é violinista, compositor e artista visual. Tem o curso de Estudos de musicologia, música eletroacústica e música contemporânea (teatro-música) na Universidade Técnica de Wroclaw (Polónia) e na Creative Music Foundation (Nova Iorque). Foi pioneiro em Portugal na utilização das novas tecnologias na composição e interação em tempo real, bem como nas relações som /movimento e “composição imediata”. 

    Sex 10 Maio 2019 13:00

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    10 MAIO – 17H
    11 MAIO – 17H
    12 MAIO – 17H

    MALA VOADORA - PORTO

    PARASOMNIA

    PATRÍCIA PORTELA

    [INSTALAÇÃO ⁄ PERFORMANCE]

    “Estamos a perder uma das nossas qualidades mais básicas: ver de olhos fechados. Não temos tempo para sonhar acordados, de olhos abertos. A vida tornou-se uma sucessão de atos eficazes que garantem que não morremos nem de fome nem de tédio, ignorando que somos tão feitos de poeira estelar quanto de vitórias mensais, tão feitos de carne e osso como de questões éticas e emocionais.”
    “Parasomnia” consiste numa instalação-performance onde se promove a “estimulação da produção de melatonina”, os “vapores de sonolência apropriados à indução de sonhos lúcidos”, a desaceleração dos corpos e o arrastar das vidas. Divide-se em sete salas: a da espera, a do sono, a do banho, a do prazer, a da Via Láctea, a de embalar e a de cear.

    Patrícia Portela é autora de performances e obras literárias, vive entre Portugal e Bélgica. Estudou cenografia, cinema, dança e filosofia em Lisboa, Utrecht, Londres, Dinamarca, Helsínquia e Leuven. Criadora de performances e instalações transdisciplinares, itinera desde 2003 com regularidade pela Europa e pelo mundo, recebendo vários prémios pela sua obra. Dedica-se atualmente a estudar a invisibilidade. 

    Sex 10 Maio 2019 17:00

    Sáb 11 Maio 2019 17:00

    Dom 12 Maio 2019 17:00

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    10 MAIO – 19H
    11 MAIO – 22H

    CAMPO ALEGRE SALA ESTÚDIO - PORTO

    AMORES PÓS-COLONIAIS

    HOTEL EUROPA

    [TEATRO]

    “Amores Pós-Coloniais” inicia um novo capítulo de investigação na companhia Hotel Europa estendendo o ciclo de investigação do colonialismo ao tema do amor. Este espetáculo de teatro documental pretende refletir sobre o amor enquanto espaço político, discutindo o que significava amar no espaço colonial e pós-colonial, usando como metodologia um cruzamento entre a pesquisa de arquivo e a recolha de testemunhos reais. Pretende-se retratar políticas do amor no espaço colonial e perceber como a violência do colonialismo condicionava as relações amorosas. Partimos de uma variada e extensa recolha de testemunhos de pessoas que passaram por estas situações, de antigos soldados portugueses que tiveram filhos com mulheres de África no tempo da guerra, mulheres de origem portuguesa que se apaixonaram por homens negros pertencentes aos movimentos de Libertação.
    Hotel Europa é uma companhia formada por dois artistas de dois países diferentes (Portugal e República Checa) e oriundos das disciplinas da dança e do teatro. André Amálio e Tereza Havlíčková conheceram- se no programa de mestrado em Performance Making na Goldsmiths University, em Londres. Têm vindo a colaborar juntos, desenvolvendo trabalho que explora as fronteiras entre dança, performance e teatro num processo de criação coletiva com referências de cultura popular e clássica, criando espetáculos que permitem ao público a oportunidade de viajar entre culturas, tempos e géneros. 

    Sex 10 Maio 2019 19:00

    Sáb 11 Maio 2019 22:00

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    10 MAIO – 22H
    11 MAIO – 17H

    PALÁCIO DO BOLHÃO SALÃO NOBRE - PORTO

    O ARRANCA CORAÇÕES

    NUNO NUNES / PROPOSITÁRIO AZUL

    [TEATRO]

    Esta obra de 1953 testemunha a nossa eterna perplexidade perante a humanidade. Reflete um universo feito de pulsões e de vertigem: é Boris Vian musical e irreverente, com o coração a saltar-lhe da boca, a falar-nos através dum homem sem paixões que precisa de assimilar a experiência dos outros para sentir- se existir; ficção científica; são os ecos de Jarry e de Arrabal, as marcas das grandes Guerras, a herança do futurismo e a emergência do absurdo; é ironia e derisão; é o amor que oprime; é a pergunta por Deus. E é o espelho de nós próprios, hoje, a viver no limiar do entendimento, a violência misturada nos nossos gestos ternos, a lavagem da nossa culpa e a eminência do esquecimento.
    Nuno Nunes, licenciado pela ESTC, estreou-se em 1997 com Maria do Céu Guerra, tendo desde então trabalhado em diversas companhias com encenadores como Carlos Avilez, João Lourenço, Solveig Nordlund, Nuno Pino Custódio, José Peixoto, Luis Miguel Cintra, João Brites, Rogério de Carvalho, Nuno Cardoso, além de criações pontuais com Maria João Miguel, Giancarlo Cobelli, Amândio Pinheiro, Sónia Barbosa, Beatriz Batarda e Cristina Carvalhal, entre outros. Trabalha regularmente em televisão e cinema. Estreou-se na encenação em 2002 com "O Escurial" de Ghelderode (prémio Teatro n’A Década) e posteriormente encenou peças de António Patrício, José Régio, Kroetz, Gil Vicente, Strindberg e criações como "A Rulote", "Efabulação" e "Da Imortalidade". 

    Sex 10 Maio 2019 22:00

    Sáb 11 Maio 2019 17:00

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    10 MAIO – 22H
    11 MAIO – 19H
    12 MAIO – 17H

    TEATRO NACIONAL SÃO JOÃO - PORTO

    CLARÃO

    ANDRÉ BRAGA & CLÁUDIA FIGUEIREDO / CIRCOLANDO

    [DANÇA]

    Desenvolver uma reflexão sobre a ideia de ritual a partir do Serapeum de Panóias foi o desafio-convite na origem do projeto. Complexo arqueológico de grande singularidade, situado nos arredores de Vila Real, Panóias é um intrigante espaço ligado aos inícios do sagrado, quando as grandes fragas e os grandes montes eram como que divinizados. Templo depois dedicado aos deuses severos e a Serápis fica associado aos mistérios do mundo subterrâneo e da vegetação. O projeto tem uma forte dimensão transdisciplinar, assentando em diálogos imbricados entre dança, teatro, som, luz e vídeo, e conta com a participação de um grupo da comunidade local.
    Sob direção artística de André Braga e Cláudia Figueiredo, Circolando desenvolve a sua atividade desde 1999. Para além da criação e difusão dos projetos de André Braga e Cláudia Figueiredo, que ocupam o núcleo da atividade, mantém uma linha de apoio à criação de projetos de artistas associados e ativo um centro de residências e criação no CACE Cultural do Porto, daí chamarmos à Circolando Espaço de Criação Transdisciplinar. O conceito de transdisciplinaridade está no centro do projeto. Um diálogo intenso entre dança e teatro, com forte apelo aos contributos de outros campos: poesia, artes plásticas, música, vídeo.  

    Sex 10 Maio 2019 22:00

    Sáb 11 Maio 2019 19:00

    Dom 12 Maio 2019 17:00

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    10 MAIO – 23H30
    11 MAIO – 23H30

    RIVOLI SUBPALCO - PORTO

    Broken Field Atlantis - Drum Corps

    Jonathan Uliel Saldanha

    [INSTALAÇÃO ⁄ PERFORMANCE]

    Sistema cénico para percussão e partitura de luz. Máquina cintilante constituída por dois percussionistas marciais que operam vectores opostos. Uma batalha rítmica, onde a luz revela uma sintaxe e o corpo-bateria a palavra, num espaço de conflito sintético e vibracional — Babel. A materialidade acústica do plástico, metal, borracha e vidro, são encenadas num fluxo continuo de pressão sonora — Dub.
    Construtor sonoro e cénico, Jonathan Uliel Saldanha atua na intersecção entre som, gesto, voz, palco e filme. Operando elementos de pré-linguagem, dub, cristalização, percussão, allopoiesis, animismo e eco. Entre 2016/18 apresentou a instalação/performance “Vocoder & Camouflage” no CAC Passerelle/DañsFabrik Brest; a peça “O Poço” no Festival DDD – Dias da Dança, Porto; a instalação “Oxidation Machine” no DoDisturb Palais de Tokyo, Paris e na Casa de Serralves Porto, entre outros. É fundador da plataforma de arte SOOPA e cofundador da editora discográfica SILORUMOR. 

    Sex 10 Maio 2019 23:30

    Sáb 11 Maio 2019 23:30

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    10 MAIO – 23H59

    PÉROLA NEGRA CLUB - PORTO

    SILENT DISCO

    ALFREDO MARTINS / TEATRO MEIA VOLTA E DEPOIS À ESQUERDA QUANDO EU DISSER

    [DANÇA]

    “Silent Disco” é um espetáculo imersivo que acontece em discotecas, explorando o potencial da tecnologia das chamadas festas silent disco. O público forma uma comunidade temporária, guiada através de auscultadores pelo espaço vazio da discoteca. Este espetáculo procura especular sobre a natureza do clubbing como um ato de resistência, capaz de reconfigurar formas de reflexividade, afetividade e corporalidade. As Identidades espetaculares, as sexualidades múltiplas, os consumos hedonistas e fisicalidade crua poderão constituir-se como práticas políticas de resistência? 
    Alfredo Martins nasceu em Viana do Castelo, em 1980. É licenciado em Teatro pela ESTC, frequentou o Dartington College of Arts (UK) e o Centre de Développement Chorégraphique (FR). Participou na 2ª edição do curso de encenação de teatro da Gulbenkian, ministrado pela companhia Third Angel (2007). É cofundador e artista associado do TMV, para o qual dirigiu os espectáculos "Projecto_Banheira" (2006), "O Nome das Ruas" (2006), "Coisas de Armários" (2008), "URBANIA " (2010), "Nacional-Material, Paisagem com Argonautas" (2011), “OZZZZZ” (2013) e “Días Hábiles” (2017). Frequenta o Mestrado em Antropologia - Culturas Visuais, na FCSH-UNL. 

    Sex 10 Maio 2019 23:59

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    11 MAIO – 13H

    PRAÇA D. JOÃO I - PORTO

    DO SILÊNCIO DA PRAÇA AVISTA-SE O NOSSO TERRAÇO DE NUVENS [ESTREIA]

    ISABEL BARROS & VÍTOR RUA

    [ESPAÇO PÚBLICO]

    “Do silêncio da praça avista-se o nosso terraço de nuvens” é uma criação para a praça D.João I, lugar de passagem e palco de onde é possível inventar imagens extraordinárias, em cenários que não existem. “Do silêncio da praça” fala de cada um de nós enquanto drama minúsculo, que em espaço público se pode confundir com todos outros dramas minúsculos. O nosso terraço é o mesmo, isso nos torna semelhantes. “Do silêncio da praça avista-se o nosso terraço de nuvens” será mais um momento da viagem cúmplice dos artistas e grandes amigos Isabel Barros e Vítor Rua.
    Isabel Barros é coreógrafa, encenadora, cofundadora do balleteatro (1983), diretora artística do Teatro de Marionetas do Porto desde 2010 e do Museu das Marionetas do Porto inaugurado em Fevereiro de 2013. Tem um vasto percurso de criação artística, no qual destaca o cruzamento de linguagens, nomeadamente dança, teatro e marionetas.

    Vítor Rua iniciou-se no fim da década de 70 com algumas invenções melódicas que marcaram profundamente o art rock português. Em 1980, funda o grupo GNR. No ano de 1982 funda, com Jorge Lima Barreto, Telectu, grupo de música improvisada e electroacústica live. A sua obra reflete um trabalho de recorte pós-moderno, preliminar, variado, da recusa empirista da confinação cultural, laivo nas fronteiras estilísticas e ideoletais. Isabel Barros é coreógrafa, encenadora, cofundadora do balleteatro (1983), diretora artística do Teatro de Marionetas do Porto desde 2010 e do Museu das Marionetas do Porto inaugurado em Fevereiro de 2013. Tem um vasto percurso de criação artística, no qual destaca o cruzamento de linguagens, nomeadamente dança, teatro e marionetas.

    Sáb 11 Maio 2019 13:00

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    10 MAIO – 15H
    11 MAIO – 15H

    RIVOLI SALA DE ENSAIOS - PORTO

    HIP. A PUSSY POINT OF VIEW [ESTREIA]

    PINY

    [DANÇA]

    Questiona-se a hipersexualização do movimento e a obsessão com o tamanho, o que é tolerado, o deturpado, o proibido. Desmistificam-se as danças rituais, de um fetiche Hollywoodesco pelo exótico, desde os filmes da era de ouro, até à visão eurocêntrica alimentada no séc. XIX pelo Orientalismo. Expõem-se o feminino e masculino num espaço social e político ao mesmo tempo de poder e vulnerabilidade, na reivindicação de liberdade, diversão, prazer e dor. Hoje dividimo-nos entre uma auto-reclamação desse espaço do corpo, através de uma extrema exposição e controlo, ou uma super-castração e híper-proteção do mesmo.
    Anaísa Lopes (mais conhecida como Piny) nasceu em Lisboa em 1981. Terminou o Curso de Arquitectura em Lisboa em 2007 e de seguida a Pós-Graduação em Cenografia. Iniciou aulas de dança oriental em 1999 e em 2003 muda o foco para as danças urbanas e forma o primeiro coletivo feminino (crew) Butterfliesoulflow. Em 2012 termina a Licenciatura em Dança na ESD e forma a Companhia Orchidaceae Urban Tribal. Apresentou a sua primeira criação “Corpo (i)lógico”, no Festival de Criadores Emergentes em 2011. Coreografou a peça “Periférico” de Vhils, para a BoCA Bienal (2017). Como intérprete trabalhou com Kwenda Lima, Filipa Francisco, Tiago Guedes, Victor Hugo Pontes, Ricardo Ambrózio, Tânia Carvalho, Marco da Silva Ferreira, Raquel Castro e Cristina Planas Leitão. 

    Sex 10 Maio 2019 15:00

    Sáb 11 Maio 2019 15:00

  • X
    11 MAIO – 15H

    CAMPO ALEGRE CAFÉ-TEATRO - PORTO

    WILDE

    MALA VOADORA & MIGUEL PEREIRA

    [DANÇA]

    “Wilde” baseia-se em “LadyWindermere’s Fan: A Play About a Good Woman”, de Oscar Wilde – uma sátira ao moralismo vitoriano e, mais especificamente, na versão radiofónica da peça produzida nos anos 40 pela BBC Radio 7. O final feliz da peça é garantido pela ardilosa construção de uma mentira por uma mulher cuja reputação é duvidosa. A apropriação da apropriação, através desse registo, resulta num espetáculo em que atores e bailarinos tentam sobrepor-se à gravação, através de uma mistura de playback, teatro, opereta e dança.
    A mala voadora foi fundada por Jorge Andrade e José Capela, e apresentou o seu primeiro espetáculo em 2003. Para além de Portugal, apresentou espetáculos na Alemanha, Bélgica, Bósnia Herzegovina, Brasil, Cabo Verde, Escócia, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Grécia, Inglaterra, Líbano, Luxemburgo e Polónia. Em 2013, inaugurou o edifício da Rua do Almada, no Porto. Em 2018, a mala voadora inicia uma nova fase do seu percurso, na qual cria e programa de modo integrada. 

    Miguel Pereira estudou na EDCN e na ESD (Lisboa/Portugal) e foi bolseiro em Paris e Nova Iorque. Como intérprete trabalhou com Francisco Camacho, Vera Mantero, Jorge Silva Melo, entre outros, e com Jérôme Bel em “Shirtologia (Miguel)”. Como criador destaca a obra “Antonio Miguel”, com que recebeu o Prémio Revelação José Ribeiro da Fonte do Ministério da Cultura e a menção honrosa do prémio Acarte/Fundação Calouste Gulbenkian (2000). É artista associado d’O Rumo do Fumo desde 2000.

    Sáb 11 Maio 2019 15:00

  • X
    11 MAIO – 19H
    12 MAIO – 15H

    AUDITÓRIO MUNICIPAL DE GAIA - GAIA

    ARGILA

    TEATRO DA DIDASCÁLIA

    [TEATRO]

    Um espaço amplo. Argila no centro. Os intérpretes olham atentamente para ela. O que fazer com a argila? Qualquer toque irá transformar a argila numa qualquer outra coisa que não voltará a recuperar a sua forma inicial. A argila começa a girar. O palco é, de repente, uma grande roda de oleiro. O corpo dos intérpretes, as mãos dele. A argila gira cada vez com mais velocidade. Agora, qualquer tentativa de manipulação será inevitavelmente uma dança entre o corpo e a matéria.
    O Teatro da Didascália foi fundado em 2008 em Joane, Vila Nova de Famalicão. Tendo como principal atividade a criação ligada às artes performativas, persegue um trabalho de pesquisa e de cruzamento artístico, com o objetivo de fazer surgir uma linguagem própria e inovadora. Paralelamente à criação de espetáculos, o Teatro da Didascália desenvolve três projetos ligados à programação cultural: o Festival Internacional Vaudeville Rendez-Vous e o encontro de teatro Territórios Dramáticos.

    Sáb 11 Maio 2019 19:00

    Dom 12 Maio 2019 15:00